Traje descartável para aplicação em forças de segurança é desenvolvido no campus Curitiba

Alguns setores da sociedade não podem parar em tempos de pandemia. No entanto, um projeto coordenado por Rubens Farias, professor do Departamento Acadêmico de Eletrônica (DAELN), demonstra que, mesmo sem parar, esses grupos podem ser preservados. O trabalho consiste no desenvolvimento de um traje descartável para aplicação nas forças de segurança empenhadas na operação doa Covid-19. Segundo Rubens, “a ideia surgiu no grupo de Biomédica Forense. Fernando Cantador é capitão da Polícia Militar do Paraná (PM) e meu orientando de mestrado. Ele trouxe a demanda e nós investimos”.

A maior preocupação dos pesquisadores seria quanto a um possível número de ocorrências que mobilizasse as forças de segurança, que estariam desprotegidas com suas fardas “ao mesmo tempo em que não teriam identificação quanto a quem seria bombeiro, policial ou de outro setor”.  Foi produzida, então, uma roupa com demanda para uso de fardamento, armas e acessórios policiais.

O grupo a que se referiu Rubens, de Biomédica Forense, certificado pelo CNPq, faz parte do mestrado em Engenharia Biomédica (PPGEB) do campus Curitiba e reúne professores de diferentes departamentos. Neste sentido, Marjorie Benegra, professora do Departamento Acadêmico de Mecânica (DAMEC) e que atua no PPGEB, desenvolveu as máscaras face shield, que compõem o traje. Além disso, Roseli Aparecida Voltolini da Silva, acadêmica de Engenharia Elétrica (DAELT) da UTFPR criou modelo, costurou e adaptou e Daiane Cristine Cavallari, designer formada UTFPR (DADIN) e acadêmica de Engenharia Mecatrônica (DAMEC/DAELN), todos do campus Curitiba, participou da criação do traje e ergonomia.

 Os protótipos foram apresentados à Polícia Militar e à Polícia Científica, que aprovaram o material.