Simpósio de Extensão do campus Curitiba da UTFPR apresenta projetos em prol da comunidade

Os projetos de extensão universitária são elaborados e executados por professores e alunos para responder a questões e demandas apresentadas pela sociedade, estabelecendo assim um diálogo entre os conhecimentos da universidade com a comunidade a qual está inserida. Com o intuito de mostrar os projetos de extensão realizados no campus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), foi realizado, nesta terça-feira (08), na sede Centro, o I Simpósio de Extensão do Campus Curitiba. O evento contou com 45 projetos expostos e atraiu cerca de 100 pessoas, entre professores, servidores e alunos de diferentes cursos.

         O Simpósio teve início com a mostra de projetos, realizada no pátio central, onde acadêmicos e docentes puderam conhecer mais sobre os diversos trabalhos de extensão realizados pela Universidade. Em uma dinâmica com caráter informacional, foi disposto um conjunto de mesas com lugares para oito pessoas, em que se reuniam expositores e interessados pelos projetos. Dentro de dez minutos, cada coordenador apresentava seu trabalho, permitindo o debate e a troca de experiência entre estudantes extensionistas e professores interessados em desenvolver ou que já estão desenvolvendo projetos de extensão.

            Jiliane Santana, assessora do Departamento de Extensão (DEPEX) e parte da equipe de organização do evento, descreve os projetos de extensão como instrumentos de aplicação de pesquisas realizadas na universidade, e enfatiza a importância em levarem para a sociedade os resultados  e produtos construídos no meio acadêmico, além de validarem também os conhecimentos elaborados fora deste meio.

O “TECSOL – Incubadora de Economia Solidária” é um dos projetos desenvolvidos na UTFPR e que foi exposto durante a mostra. Coordenado pela professora Marilene Zazula Beatriz, o projeto incentiva a economia solidária por meio de coletivos formados, principalmente, por mulheres em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de gerar renda e impactar a economia local. Os organizadores do projeto auxiliam as pessoas envolvidas ensinando sobre empreendedorismo, saúde, economia e cuidados com a natureza, o que influi com impacto positivo nos trabalhos de artesanato e na produção de alimentos realizados pelos coletivos acompanhados pelo Tecsol.

Outro projeto exposto é o “Crianças na Universidade”, coordenado pela professora Sonia Zanello Broska, que tem como intuito trazer crianças do ensino fundamental de escolas municipais em locais de vulnerabilidade social para dentro das salas e laboratórios da universidade. Através do voluntariado dos alunos do curso de licenciatura de Química, tem como objetivo instigar o gosto das crianças pela ciência com atividades que possuem como tema principal o conhecimento sobre o solo e o seu impacto no ambiente.

            O professor de música Brenno de Lima diz que os projetos de extensão são de suma importância, pois, a seu ver, “a extensão é democrática e permite que pessoas que não fazem parte da universidade tenham acesso a atividades de forma gratuita”. Na mesma linha de pensamento, a aluna Jéssica Beker, de Comunicação Organizacional, relata que a exposição desses projetos é importante para que a comunidade acadêmica tome conhecimento das diversas atividades realizadas dentro da própria universidade e enfatiza o impacto positivo que a extensão tem ao aproximar os conhecimentos produzidos no meio acadêmico em prol da comunidade.

Palestras

A segunda parte do simpósio contou com duas palestras, realizadas no mini-auditório, que tinham como tema principal o terceiro setor e a creditação das atividades de extensão realizadas no campus.

A primeira palestra, “Caminhos da Extensão”, foi conduzida por Ana Gabriela Borges, superintendente do Instituto GRPCOM. Borges apresentou resultados de uma pesquisa feita junto a 400 organizações da sociedade civil (OSC) do Paraná e trouxe reflexões sobre de que forma as universidades, através de atividades de extensão, podem contribuir para impulsionar o trabalho realizado pelo terceiro setor.

Em seguida, a Diretora de Extensão da UTFPR, Laíze Márcia Porto Alegre, apresentou as formas de creditação da extensão para que todos os cursos de graduação da Universidade estejam adequados à legislação que estabelece a obrigatoriedade de 10% de disciplinas extensionistas nas matrizes curriculares. Assim foram debatidas questões relacionadas às atividades de extensão, como a carga horária, as formas de inserção estabelecidas por cada curso, a participação de alunos como monitores/instrutores e a realização dos projetos em outras instituições de ensino superior.

Reportagem de Anne Louise Risso – Estudante de Comunicação Organizacional

Fotos de Monique Grings