Game of Thrones, final do semestre e a importância da Universidade Pública

E terminou Game of Thrones, série de televisão produzida pela HBO como adaptação da fantasia épica As Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor norte-americano George R. R. Martin. Na oitava temporada, a guerra dos Sete Reinos chega ao fim (será?) e nos lembra que tudo acaba – inclusive o semestre. 2019.1 já começa a acenar um final, para nosso desespero ou alegria.

Nas redes sociais, a série dominou os posts da semana, com predominância à mãe dos dragões: Daenerys Targaryen e seu brado “Dracarys”, que desencadeava a ação dos dragões em incendiar desde indivíduos condenados à morte a exércitos inimigos e, no final, uma cidade inteira com crianças, mulheres e idosos, inclusive. Um post de Facebook dizia: ah, se eu tivesse um dragão!!!

Sem criticar a exclamação ou entrar nos méritos do seu significado, uma reflexão sobre isso nos move a este editorial.

Temos dragões. Não gigantes alados que expelem fogo pela boca ao ouvirem “Dracarys”, mas um potencial destrutivo que tornaria o planeta fumaça milhares de vezes. O ser humano, na atualidade, consome energia do planeta para salvar vidas, o que é maravilhoso e nos orgulha enquanto espécie; mas também, como na Crônica dos Reinos, utiliza o fruto das ciências mais avançadas, os nossos diferenciais em tecnologia, para continuar matando, em investimentos impensáveis nas armas e nos poluentes.

Neste universo, a Universidade está entre o que de melhor produzimos.

No nosso campus, presenciamos o encontro dos diversos saberes: com as ciências Matemáticas, aprendemos equações que nos levam a criações que nos diferenciam das cavernas e dos homens sobre cavalos de Westeros; com as Humanidades, somos conscientizados a utilizar esse potencial para o bem do homem; com os estudos sobre Sustentabilidade, entendemos que nossa ciência pode salvar o planeta.

É esse conjunto que nos diferencia e nos faz entender que a Universidade Pública é um tesouro inestimável para todos os povos, e isso inclui o nosso. Esse entendimento nos faz caminhar até o fim deste semestre – sabemos que não está fácil- e continuar nos próximos. Mais do que inventar dragões, demonstramos ao mundo que a responsabilidade por nossos inventos é compartilhada, o que faz com que o seu potencial crie energia para a vida e não para a destruição.

Neste sentido, reafirmamos nosso orgulho por ser UTFPR .

Marcos Schiefler Filho e equipe diretiva do campus Curitiba

Marcos Flavio de Oliveira Schiefler Filho

Marcos Flavio de Oliveira Schiefler Filho

Diretor do campus Curitiba da UTFPR.