Eloy Casagrande recebe prêmio Ecologia e Ambientalismo na Câmara de Vereadores e destaca a Amazônia

Eloy Casagrande, professor do Departamento Acadêmico de Construção Civil (DACOC) e coordenador do Escritório Verde do campus Curitiba da UTFPR, foi homenageado na Câmara de Vereadores com o prêmio Ecologia e Ambientalismo, nesta semana, dia 28.

Indicado pelo vereador Euler de Freitas, Eloy foi, ainda, escolhido para fazer discurso em nome de todos os homenageados; ele falou sobre a Amazônia, tema, inclusive, de seu doutorado, que teve como foco o impacto da mineração na Amazônia, em especial a exploração da bauxita e do alumínio. No discurso, ele criticou o descaso com todas as florestas brasileiras e destacou o impacto para a vida no planeta o incêndio recente na Amazônia e Mata Atlântica.

Eloy advertiu sobre os efeitos da destruição: “É importante a gente se conscientizar que nós temos um bioma que é frágil, mesmo com toda essa massa verde. Se perdermos 30 a 40% , a floresta inteira entra em decaimento. Já perdemos 20% dela. O maior volume de água, que nos traz a possibilidade de água no sul e do sudeste do Brasil vem da Amazônia. Nós só não somos um deserto nessas regiões do Brasil porque nós temos a Amazônia e toda a água que ela nos traz pela evapotranspiração da Floresta”. Destacou também os povos que vivem na região – 24 milhões de pessoas -, dos projetos de sustentabilidade que existem lá e lembrou de um mote antigo: “Vale mais a floresta em pé e do que a floresta derrubada”.

O professor do campus Curitiba foi aplaudido, no meio de sua fala, quando salientou seu lamento pelo tempo que se perde no “debate ignorante” sobre o assunto, e apontou caminhos para se tratar do assunto: “com diplomacia, ações diretas, recursos – que foram retirados da fiscalização, do IBAMA e das pesquisas” e criticou a “descreditibilidade das ciências, pela qual estamos passando agora; nós nunca vimos um ataque tão massacrante à educação e ao meio ambiente”.

Apesar disso, Eloy convidou a plateia a acreditar e refletir sobre o valor da biodiversidade brasileira no contexto mundial; apontou caminhos práticos e demonstrou que se pode, com “vontade política” reverter a situação e investir na sustentabilidade e preservação, evitando o que chamou de “caminho de destruição e de morte”.

(da esq. para dir.) Eloy Casagrande, indicado pelo vereador Professor Euler para o prêmio, e outra homenageada, Mary Alegretti, doutora diretora do Instituto de Estudos da Amazônia (IEA), indicada pelo vereador Herivelto Oliveira