Campus Curitiba é premiado no Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica

O trabalho intitulado “Monitoramento On-Line de Chaves Seccionadoras por Sistema Não Invasivo”, de autoria de pesquisadores do Lactec – um dos maiores centros de tecnologia e inovação do país – foi premiado entre os 547 trabalhos do XXV Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), que ocorreu, em Belo Horizonte, entre 10 e 13 novembro. O trabalho foi fruto de um projeto de P&D Aneel do Lactec junto à Copel que, ao longo de mais de quatro anos, conta com a participação de Bogdan Tomoyuki Nassu, professor do Departamento Acadêmico de Informática (DAINF), assim como de três estudantes do campus Curitiba da UTFPR: Marcelo Teider Lopes e Victor Barpp Gomes, formados em Engenharia de Computação, e Gustavo Yudi Bientinezi Matsuzake, formado em Sistemas de Informação.

A proposta central do trabalho foi aplicar técnicas de visão computacional embarcada e machine learning para a supervisão de subestações, permitindo melhorias operacionais e redução de custos com redes de comunicação para transporte de imagens. O trabalho foi premiado com o 2º lugar no Grupo de Estudo de Subestações e Equipamentos de Alta Tensão, e teve como autores: Bogdan Tomoyuki Nassu e Victor Barpp Gomes, professor e estudante do campus Curitiba da UTFPR, respectivamente; Lourival Lippmann Junior, Bruno Marchesi, Rafael Wagner e Amanda Canestraro, pesquisadores do Lactec; Marcos Scremin e Vanderlei Zarnicinski, representantes da Copel.

Victor Barpp Gomes foi quem apresentou o trabalho no evento. Vale lembrar que o mesmo projeto já havia gerado um artigo, que foi premiado na edição anterior do SNPTEE, que é o maior evento técnico do setor elétrico brasileiro, em 2017, com o primeiro lugar no grupo de Sistemas de Informação e Telecomunicação para Sistemas Elétricos.

“A ideia do projeto era monitorar automaticamente o estado de chaves seccionadoras em subestações de distribuição de energia elétrica utilizando câmeras”, explica Bogdan, que relata a importância do trabalho no contexto atual das subestações: “Atualmente, estas chaves são, em sua maioria, operadas manualmente, o que pode levar a falhas humanas. Mesmo chaves automatizadas podem apresentar falhas em sua operação. Em ambos os casos, as falhas podem resultar em inconsistências entre o estado real e aquele registrado no centro de operações. Isto pode resultar em interrupções e danos em equipamentos. Embora existam tecnologias para monitoramento automático individual por chave, as altas tensões fazem com que este tipo de equipamento tenha custo elevado, pois necessita de isolamento adequado e manutenção frequente, além de complicar a instalação. Além disso, o número de chaves seccionadoras é elevado – uma única subestação pode ter dezenas delas”. O professor complementa: “o monitoramento por câmeras serve como um mecanismo de redundância, permitindo a confirmação do estado das chaves. As câmeras podem ser instaladas e mantidas sem afetar o funcionamento da subestação, e uma única câmera pode ser usada para monitorar várias chaves, além de poder ser empregada para fins de vigilância patrimonial”, conclui.