Campus Curitiba da UTFPR promove tarde de Ciência para crianças de escolas municipais

Alunos do quarto ano fundamental no laboratório de Biologia do DAQBI.

Nesta sexta (29/03), uma turma do quarto ano da Escola Municipal Dom Bosco, que fica no bairro CIC, visitou laboratórios e outros ambientes da sede Ecoville do campus Curitiba. Eles foram recebidos por uma equipe de quatro professoras do DAQBI e dez graduandos extensionistas de diversos cursos no portão de entrada da sede.
Depois de descerem do ônibus e cumprimentar as pessoas da equipe, as crianças foram levadas até o bloco da Química e foi formado um círculo de conversa. As professoras e graduandos explicaram à turma onde eles estavam, disseram que na Universidade se faz estudos, pesquisas e invenções, mostrando para as crianças com interação e exemplos práticos a importância e os benefícios que a Ciência pode trazer.

Equipe do Programa Crianças na Universidade.

A turminha de 24 alunos (nessa tarde) foi dividida em dois grupos: metade foi ver a horta, aprender a fazer compostagem e em seguida obervar em microscópios e com lupas organismos pequeníssimos que vivem no solo, recebendo explicações e imagens no laboratório de Biologia; a outra metade foi para o laboratório de Ciências do Solo aprender as propriedades e importância desse elemento, inclusive verificando na prática a condutividade elétrica da terra (foto). Em sequência, os dois grupos trocaram as atividades.
Em todos esses momentos, os extensionistas acompanhavam grupos menores de três ou quatro crianças, detalhando e explicando o que era observado e ajudando-as a fazer experimentos e manejar instrumentos. As crianças demonstravam interesse, reconheciam algumas coisas que viam, trocavam experiências e faziam perguntas.
Jacqueline Teixeira, professora regente deste quarto ano explica que
manifestou o interesse em fazer o passeio quando foi oferecido pela direção da escola. Ela relata que estão estudando o solo no conteúdo da disciplina Ciências, que as crianças já viram os quelônios e gostam de dinossauros. “A idade dessas crianças é a da experimentação. O que eles veem na escola procuram na internet e isso já trabalha leitura, escrita. Certamente a experiência de hoje vai despertar muito interesse e debate na sala de aula”, detalha Jacqueline antes de observar que todas as escolas deveriam ter laboratórios para estimular o interesse por Ciência, o que não acontece.

Crianças e voluntários na horta experimental.
Observando “bichinhos” no microscópio.
Experimento de condutividade elétrica no solo.
Jacqueline Teixeira, professora regente das crianças.

UTFPR QUER ESTIMULAR GOSTO PELA CIÊNCIA NOS PEQUENOS
E EXPERIÊNCIA ENRIQUECEDORA NOS GRADUANDOS
A iniciativa faz parte da parceria da UTFPR campus Curitiba com as escolas da rede municipal de Curitiba concretizada no Programa Crianças na Universidade, coordenado por Sônia Zanello, profa do DAQBI. Esta é a segunda visita do mês de março. A professora nos conta que deseja “instigar sonhos” nas crianças que vêm participar do programa, que elas, conhecendo o ambiente, se vejam numa universidade, talvez como pesquisadores, que gostem de Ciências e se motivem a aplicar-se nos estudos.
“Gostaríamos de fazer mais visitas, mas nem sempre temos recursos”, explica Sônia. Às vezes falta um espaço para certa atividade, outras, pessoal para auxiliar nas diversas atividades necessárias à estrutura do programa. E apesar de contar com graduandos muito dedicados e que apreciam a experiência, nem sempre esses são em número adequado. Sônia diz que “além das horas de extensão que o trabalho no programa garante, os graduandos voluntários vão ter uma aprendizagem multidisciplinar e a experiência com as crianças é gratificante”.
A equipe de extensionistas é composta de alunos da graduação de vários cursos, como Química, Arquitetura, Engenharia Mecânica e outros. Essa interação enriquece o programa e a experiência do aluno da universidade, que tem contato com um conteúdo multidisciplinar e uma interação com as crianças que fornece outras perspectivas de vida. “Várias das crianças são carentes e poder dar às crianças a ideia de outras possibilidades, outro futuro é a melhor coisa da participação”, conta Mayara Faxina, aluna do sexto ano de Engenharia Mecânica.

Para concluir, lanchinho e despedida.